
Os acidentes ou traumas não intencionais, correspondem a um grupo de situações em que a pessoa acaba por sofrer algum dano físico e/ou psíquico, por um trauma independente da ação direta de um outro.
Na infância e parte da adolescência, a maioria dos acidentes acontece no local de moradia da criança e no entorno, traumas esses que poderiam ser evitados na grande maioria das vezes e, com medidas simples de prevenção e proteção. No entanto, acontecem em números assustadores e podem deixar sequelas para toda a vida!
Acidentes representam hoje a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. Todos os anos, cerca de 3,6 mil crianças dessa faixa etária morrem, sendo as maiores causas os atropelamentos e afogamentos. Outras 111 mil são hospitalizadas devido a essas causas no país, mais da metade por quedas e queimaduras.
Quedas, sufocamentos, afogamentos, atropelamentos, choques e intoxicação são os mais comuns. Por isso, além de orientarmos as crianças, é também preciso que pais e familiares tenham cuidados, em especial, de modo preventivo.
- DICAS IMPORTANTES:
- 1- Fogão/ Forno / Panelas
Um estudo do Ministério da Saúde mostra que 91% das queimaduras em crianças ocorrem em casa. Deixe sempre os cabos das panelas para dentro do fogão quando estiver cozinhando e prefira as bocas do fogão que ficam atrás. Se um cabo estiver à vista da criança e ela se sentir curiosa em puxar, o acidente pode ser fatal.
- 2 - Remédios
A farmácia da casa deve estar acessível apenas aos adultos. Por isso, mantenha fora do alcance das crianças, para evitar intoxicação por uso indevido de medicamentos.
- 3 – Brinquedos
O uso de brinquedos varia de acordo com a idade. Brinquedos pequenos devem ser evitados para bebês e crianças. O risco de engasgar é altíssimo, visto que a boca é um ponto de prazer da criança e instintivamente ela leva os objetos a ela!
- 4 – Piscinas
Casas ou apartamentos que possuem piscina devem ter a passagem bloqueada com portões ou cercas. Além disso, indica-se que seja usada lona de material resistente para cobrir a mesma.
“Lembrando que, o uso da piscina deve ser sempre com a supervisão de um adulto”
- 5 – Baldes e bacias
O simples fato de deixar peças de molho em baldes ou bacias também oferece risco. A criança está em fase de aprendizado e a curiosidade natural, o ato de inclinar o corpo para ver o que tem dentro do recipiente já oferece risco.
- 6 – Tomadas:

A criança é naturalmente curiosa. Por isso, todas as tomadas devem ser bloqueadas com protetor, evitando assim que a criança coloque o dedo e receba descarga elétrica.
“A morte por choque elétrico aumenta em mais de 50% em crianças de até 5 anos”.
- 7 – Toalhas compridas em mesa
As crianças que estão dando seus primeiros passos, costumam apoiar-se nas superfícies de seu alcance para levantar-se ou manter-se elevado. Toalhas de mesa compridas que ficam ao alcance das crianças podem ser um local de apoio. Já pensou se a criança puxa e panelas quentes ou até mesmo vidro caiam sobre ela?
- 8 – Cuidado na hora do banho
Nunca deixe a criança sozinha na banheira, cuidado quando for virá-la para lavar as costas, preste atenção para que o rosto do bebê não encoste na água e ele a aspire. Para crianças maiores, tapetes antiderrapantes no chuveiro/fundo da banheira ajudam a diminuir os riscos de queda.
- 9 – Disposição e fixação do mobiliário
Evite a presença de móveis próximos a janelas e promova a fixação de mobília que possa cair sobre a criança caso ela venha a tentar escalar.
- 10 - Telas de Proteção nas janelas
Se você ainda não colocou telas de proteção em suas janelas, está na hora de avaliar isso com seriedade! Por incrível que pareça, sempre há relatos de acidentes de crianças que caem de certa altura, por não existir essas telas em casa. Mesmo morando em casa, num sobrado, já é necessário esse cuidado, que não se limita só aos moradores de apartamentos.
- 11 – O ferro de passar é um perigo latente!
“Para que isso aconteça, os adultos devem orientar e estar sempre próximos".
Crianças supervisionada sofrem menos acidentes!
Reflexão
Acidentes são evitáveis na maioria dos casos, e, com medidas simples! Na primeira infância, a proteção é passiva, isto é, o adulto cuidador precisa saber dos riscos que estão à volta da criança e adolescente, bem como da capacidade física e mental de cada idade, para que possa lhe oferecer um ambiente saudável e protegido, antes que algo de mal aconteça.
Tendo a enfermagem um papel fundamental como educador e orientador para os pais quanto aos cuidados que merecem maior atenção em cada faixa etária, podendo realizar ações coletivas como rodas de conversa, e ações para orientar condutas dos pais caso algum acidente aconteça, como técnicas de desengasgar um bebê, por exemplo.
Referência
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Acidentes domésticos. Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: <https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/prevencao-de-acidentes/acidentes-domesticos/> Acesso em 19/03/2022.
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