Adaptação do Recém-Nascido à vida extrauterina

Os primeiros dias após o nascimento do bebê não são os mais fáceis da maternidade. O binômio mãe-bebê, apesar de já estender-se pelos 9 meses da gestação, ainda necessita de muito conhecimento entre as partes. Tudo é muito novo, a mãe precisa aprender a ser mãe e o bebê precisa se adaptar à vida extra uterina.


Dentro do útero todas as suas necessidades eram supridas através do cordão umbilical. O útero e o líquido amniótico o aqueciam e protegiam, tornando o ambiente acolhedor. Nascer, ao contrário do que muitos pensam não é fácil, respirar pela primeira vez também não, a primeira coisa que o bebê faz é ... chorar.


O corpo do bebê passa por diversas transformações, o pulmão antes inundado de líquido, agora precisa funcionar, e respirar. Bem como a circulação sanguínea precisa ser organizada. Além disso, o RN tem dificuldade de manter-se aquecido, seu sistema gastrointestinal ainda imaturo precisa começar a funcionar com a primeira mamada, sendo necessário a eliminação do Mecônio. Entre tantas outras alterações que poderiam ser citadas, esse processo é denominado de TRANSIÇÃO NEONATAL.


O Período de Transição ocorre em 3 fases:


  • Primeiro período de reatividade - 30 a 60 min após o nascimento

Intensa atividade, ​​ após essas respostas iniciais o RN se acalma, relaxa e dorme, dando início ao segundo período.

  • Período de inatividade - pode durar de 30 min a 2h

Sono, redução da atividade motora.

  • Segundo período de reatividade - 2h a 6h

Acordado, resposta exagerada a estímulos externos e internos.
Quais são as alterações esperadas no RN logo após o nascimento?


As 4 tarefas que o RN tem que fazer ao nascer para se adaptar à vida extrauterina (em 24h):


  • A conversão do pulmão cheio de líquido em um órgão arejado e distensível capaz de realizar trocas gasosas (respirar)
  • O estabelecimento de uma circulação neonatal.
  • A separação do RN de um ambiente térmico estável como o útero faz com que RN necessite estabelecer uma temperatura adequada (estabilidade térmica)
  • Adaptação metabólica e fisiológica à vida extrauterina.

Reflexão


Nascer não é um processo fácil e demanda um esforço por parte do RN e da mãe. O conhecimento das características fisiológicas do RN neste processo de transição são de suma importância para a avaliação de comportamento que não são considerados esperados neste período, podendo agir com rapidez e assertividade frente às alterações observadas.


Uma das demandas mais afetadas por essas fases é o processo de amamentação, em serviços hospitalares muitas vezes esse processo é retardado para o período no qual o RN encontrasse em seu período de inatividade, dificultando a mamada. Logo, a introdução da amamentação deve ocorrer em momento oportuno, garantindo a sustentação do binômio mãe-bebê e minimizando agravos como a hipoglicemia neonatal (diminuição da glicose circulante).



Está gostando dos nossos conteúdos? Deixe seus comentários…

Fique de olho nas nossas novas publicações, abraço...


  • Referência

HOCKENBERRY, Marilyn J. Wong Fundamentos de enfermagem pediátrica. Rio de Janeiro GEN Guanabara Koogan 2018 1 recurso online ISBN 9788595150478.

Direitos da imagem de capa:


Postar um comentário

0 Comentários