A febre é uma das queixas mais comuns nos atendimentos pediátricos. Embora na maioria das vezes seja a primeira manifestação de infecções virais agudas, a presença da febre é temida, pois também pode se apresentar como sinal inicial de doenças graves.
Nessa hora o racional e o inconsciente da mãe se misturam, a ponto de se cunhar um termo específico para expressar esta forte sensação de ansiedade acompanhada de intensa insegurança: isso caracteriza a febrefobia.
- Mas o que é a Febre?
A Febre é uma resposta fisiológica do organismo, é o nosso organismo respondendo a uma agressão física, química ou biológica.
Quando aceleramos o motor do nosso carro, ele esquenta devido ao intenso trabalho; nosso organismo também, diante de uma agressão ele reage, dilatando os vasos sanguíneos, para levar mais sangue ao local agredido, aumenta a produção de anticorpos e glóbulos brancos, visando defender, dificultar ou até inibir a multiplicação dos agentes agressores (vírus ou bactérias, por exemplo).
Febre NÃO é uma doença, mas uma reação de defesa do nosso organismo, é um alarme ou um sinal que estamos sofrendo uma “agressão”.Ela ajuda a aumentar nossa imunidade, ou defesas, contra agentes agressores
- Quando sei que meu filho está com Febre?
Acima de 37,8º podemos considerar uma criança febril, o que não quer dizer que é necessário o uso de medicação. Nesses casos, desagasalhe seu filho, hidrate oferecendo água, soro oral e líquidos à vontade, após 30 minutos meça novamente!
ATENÇÃO: A maioria desaparece sem medicação, somente com hidratação, assim como o motor do seu carro esfria quando colocamos água no radiador.
- Quando usar antitérmicos?
Para a Sociedade Brasileira de Pediatria o uso de antitérmicos, não está baseado em números, por exemplo, chegou nós 38º tem que dar medicação, mas tem como referência o estado geral da criança, se chega aos 38,5º, e ela está brincando e animada, deixe. Mas se está com 37,8º e caidinha, desanimada, talvez o uso seja apropriado.
IMPORTANTE: Evite a automedicação, procure aconselhamento de profissional de confiança.
- Quando devo me preocupar?
Há algumas situações que requerem um alerta maior:
- Bebês abaixo de 3 meses de idade com temperaturas acima de 38º ou abaixo de 35,5º.
- Quando mesmo após normalizar a temperatura, a criança de qualquer idade se mantiver irritada, com choro persistente ou muito “largadinha”, mole, apática, com pouca reação, sem querer mamar.
- Quando a febre se acompanha de sintomas persistentes como dor de cabeça, pele vermelha, dificuldade de dobrar o pescoço, vômitos que não cessam, confusão, irritabilidade extrema ou sonolência, dificuldade importante para respirar, enfim, queda do estado geral.
Febre não é doença, é apenas um sinal de alerta.
- Reflexão
A enfermagem possui além das responsabilidades com a criança, um compromisso junto aos pais, em especial as mães. As mães, ao verem seus filhos acometidos por um processo de adoecimento experimentam sentimentos de culpa, desapontamento e ansiedade, e necessitam de apoio emocional durante esse momento delicado.
Compreender a experiência vivenciada pela mãe, conversando de forma empática e amorosa procurando orientar sobre os cuidados com seus filhos são simples ações que humanizam o relacionamento enfermeiro-família, e possibilitam a diminuição da ansiedade e das preocupações maternas.
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Até a próxima.
Referência
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Febre: Cuidados com a Febrefobia . Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: <https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/cuidados-com-a-saude/febre-cuidado-com-a-febrefobia/> Acesso em 19/03/2022.

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